terça-feira, 16 de março de 2010


A Odontologia e a Síndrome de Down
Todos os bebês necessitam de acompanhamento precoce do dentista para avaliação da cavidade bucal e orientação aos pais sobre como prevenir as principais doenças bucais, orientação de dieta, limpeza da boca, hábitos (chupeta, dedo..), uso de flúor, etc. Faz-se também o acompanhamento da erupção dentária, pois na criança com SD ela pode ser tardia e em seqüência alterada, podendo ocorrer falta de alguns dentes. A equipe multidisciplinar (dentista/fono/fisio/otorrino) deve atuar em conjunto para evitar o aparecimento de maloclusões. Deve fazer orientação sobre: alimentação (amamentação, uso de mamadeira, tipos de alimentos), higiene bucal (para manter os dentes e gengiva saudáveis), respiração nasal (a criança com SD geralmente respira pela boca); estimulando para um vedamento labial adequado (sem interposição de língua).
Em alguns casos é indicado junto ao tratamento fonoaudiológico a utilização da Placa Palatina de Memória (aparelho que estimula diretamente a língua e lábio superior a posicionar-se adequadamente). Devido ao fato de que o desenvolvimento bucal e do sistema nervoso central ocorrerem em grande parte até o primeiro ano de vida é este o momento indicado para iniciar o tratamento com a Placa, sempre com acompanhamento de equipe multidisciplinar e principalmente com a colaboração dos pais. O tratamento odontológico de uma criança com SD é praticamente realizado da mesma forma que nos demais pacientes pediátricos.

PLACA PALATINA EM BEBÊS COM SÍNDROME DE DOWN
A placa palatina de memória é um aparelho que possui estimuladores para língua e lábios induzindo o vedamento labial e a manutenção da língua dentro da boca levando a uma melhora da musculatura orofacial da criança e o desenvolvimento da respiração nasal. A criança deve estar sob tratamento com fonoaudiólogo e monitorada por equipe mutidisciplinar. O uso da placa como medida isolada é totalmente sem sentido. A estimulação precoce é muito importante. O primeiro ano de vida é o período de maior desenvolvimento do Sistema Nervoso Central e da região bucal.
Um tratamento especial
Os portadores de Síndrome de Down, assim como os demais pacientes especiais, apresentam certa dificuldade em encontrar tratamento odontológico. Isso acontece devido ao despreparo dos profissionais. As faculdades de Odontologia do país não costumam colocar a disciplina “Odontologia para Pacientes Especiais” em suas grades curriculares e os alunos saem despreparados para lidar com esse tipo de paciente. Assim como em qualquer paciente, quanto antes as visitas ao dentista começarem, mais simples serão os procedimentos. Estudos comprovam que um paciente especial que comece a freqüentar o dentista ainda no primeiro ano de vida pode ser tratado normalmente e reage bem ao tratamento.
Para quem se interessar por essa área da Odontologia – que com certeza é carente em profissionais capacitados – há diversos cursos de Especialização em Odontologia para Pacientes Especiais espalhados por todo o Brasil. Vale a pena investir em uma área tão carente de profissionais especializados.

FONTE:
Portal Open - Portal de Odontologia
http://www.wwow.com.br/portal/revista/revista.asp?secao=5&view=artigos&id=183

A Odontologia Preventiva e a Síndrome de Down
www.fop.unicamp.br/.../sindrome_de_down.htm

Um comentário:

  1. Gostaria muito de ter informacoes e aprender sobre a placa palatina de memoria para pacientes especias, esta de parabens pelo blog, obg!

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