sexta-feira, 13 de maio de 2011

“método Ponseti”



Tratamento para pé torto congênito

O pé torto congênito afeta entre 1 e 2 a cada 1000 bebês nascidos e ocorre mais freqüentemente em meninos do que meninas. Em cerca de 50% dos casos, ambos os pés serão afetados.


No entanto, usando o “método Ponseti”, um tratamento não-cirúrgico e não-invasivo, 95% dos casos resultará em pleno funcionamento dos pés, sem dor. Nem todos os hospitais do Brasil realizam o tratamento de Ponseti e gostaríamos de ver essa mudança.
Atualmente, não existem diretrizes oficiais que descrevam exatamente o Método Ponseti e nenhum órgão regulador para garantir que os profissionais sejam devidamente treinados para realizar o tratamento. Gostaríamos que todos os pais que têm uma criança com esta ocorrência soubessem sobre o método Ponseti e onde eles podem ter acesso a ele.

O livreto para pais chamado “Um guia para pais / Pé torto congênito”, inclui a lista de tópicos do Método Ponseti , descrita pelo Dr. José Morcuende (Ponseti International Association) para que os pais com filhos diagnosticados com pé torto possam verificar se o hospital está cumprindo as orientações ou não.
O método Ponseti envolve uma técnica de engessamento específica e uma rotina rígida, com botas e uma barra de suporte que só deve ser realizada por profissionais especialmente treinados. O mau uso da técnica, das botas e da barra pode ocasionar maus resultados.



Veja abaixo uma breve descrição do método Ponseti:


• As botas de gesso Ponseti cobrem toda a perna do pé até a região da virilha. Os dedos dos pés devem ficar claramente visíveis.

PREOCUPAÇÃO: Bota de gesso abaixo do joelho não deve ser utilizada


• A maioria dos bebês precisam de 5-6 modelos com cada bota de gesso usada por 5-7 dias. Para casos mais difíceis podem ser utilizadas mais botas de gesso.

PREOCUPAÇÃO: um bebê não deve usar cada gesso por mais do que uma semana (exceto para a última bota)


• Quando um dos gessos é removido, o novo gesso deve ser aplicado imediatamente. As botas e a barra devem ser colocadas no mesmo dia em que o gesso último for retirado.
PREOCUPAÇÃO: O gesso não deve ser retirado um dia antes do novo gesso ser aplicado. Após o gesso final sair, se houver um atraso antes da criança ser colocada na barra com botas e cinta, isso poderá resultar em recidiva precoce.


• Após a retirada de cada molde do pé, os pés devem parecer melhores
PREOCUPAÇÃO: Caso a melhora não seja visível, procure uma segunda opinião.


• A maioria das crianças precisa de uma cirurgia no calcanhar antes do último gesso. O último gesso colocado após a cirurgia será deixado por 2-3 semanas para ajudar a cicatrização.
PREOCUPAÇÃO: A cirurgia não deve ser recomendada muito cedo, devendo-se esperar até pouco antes do gesso final.


• Usar as botas e barra com cinta até a idade de 5/4 anos reduz a chance de uma recaída.
PREOCUPAÇÃO: Há um risco de 30% de recaída se as botas e as barras pararem de ser usadas antes dos três anos de idade



COMO VOCÊ PODE AJUDAR:
Divulgue informações sobre o
tratamento Ponseti.
A técnica de Ponseti foi desenvolvida pelo ortopedista espanhol Dr Ignacio Ponseti residente na cidade de Iowa, nos Estados Unidos. Há mais de 30 anos, ele estuda essa condição ortopédica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário