terça-feira, 21 de junho de 2011

aeroportos



Acessibilidade em aeroportos é cobrada na Procuradoria

A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB) apresentou representação perante o Procurador Geral da União e perante o Procurador Geral do Trabalho, contra as Companhias aéreas que operam no Brasil, e também a Infraero.
A razão foi a falta de acessibilidade e barreiras de atitudes encontradas pelas pessoas com deficiência quando se utilizam de transportes aéreos, o que vem lhes causando constrangimentos desnecessários. O documento foi enviado, ainda, ao Conselho Nacional do Ministério Público, e ao Coordenador e Vice-Coordenador Nacional do Meio Ambiente do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (Codemat).
A deputada Rosinha explicou que “é cada vez mais comum que as pessoas com deficiência se desloquem por meio de transporte aéreo, viajando em razão de compromissos profissionais, em busca de tratamentos médico-fisioterápicos mais modernos e disponíveis em grandes centros, ou mesmo para usufruir outro direito social que também lhe pertence – que é o direito ao lazer”. E que em razão disso, vem crescendo o número de eventos desagradáveis que afetam as pessoas com deficiência como consumidores e potenciais usuários dos serviços das companhias aéreas.
A deputada relatou alguns constrangimentos que ela mesma já passou, e outros que pessoas lhe denunciaram principalmente por meio das mídias sociais.
Apontou como principais problemas a “falta de equipamentos (ou defeitos dos existentes), e despreparo do pessoal, quanto ao seu manuseio. Também que por parte do pessoal das companhias, são desconhecidos os direitos das pessoas com deficiência, e mesmo as boas práticas quanto ao trato e o bom convívio social. Nos aeroportos, somos vistos como “um problema” a ser rápida e discretamente resolvido, para não “constranger” e nem “incomodar” os demais passageiros, como se eles fossem imunes à ter sua mobilidade reduzida, em algum momento de suas vidas, e serem obrigados a passar pelos mesmos inconvenientes que hoje nos afligem”.
Rosinha ainda denunciou ao Ministério Público do Trabalho e à sua Coordenadoria Nacional de Meio Ambiente do Trabalho, a situação dos trabalhadores das companhias aéreas, que mesmo sem terem entre as atribuições de seu cargo o descolamento de peso, e visivelmente não terem recebido treinamento para tanto, se vêem obrigados a carregar as pessoas com deficiência nos braços, muitas vezes juntamente com suas cadeiras de rodas, para descerem/subirem dos aviões que não conseguem parar nos fingers, e quando não há ambulift à disposição.
“Corremos risco, nós, pessoas com deficiência, e os trabalhadores, que de forma insegura descem conosco nos braços, pelas trêmulas escadarias que são disponibilizadas quando o avião não consegue parar no finger. Isso ocorre, inclusive, em período noturno e mesmo com chuva, o que só aumenta o risco”, evidenciou a deputada.
Para Rosinha, além de todas as situações desagradáveis enfrentadas pelas pessoas com deficiência, a situação ainda pode provocar acidentes de trabalho e também agravar doenças pré-existentes nos trabalhadores das empresas aéreas, por carregarem peso excessivo sem treinamento, razão pela qual denunciou o fato também ao Ministério Público do Trabalho, para as providências cabíveis.
A Deputada Rosinha da Adefal realizou palestra sobre acessibilidade, no dia 1 de junho, no aeroporto Zumbi dos Palmares, a convite da Infraero.
No dia 1º de junho, o tema foi abordado em audiência pública, onde a parlamentar participou efetivamente, cobrando a adoção de medidas por parte das autoridades presente. A audiência foi realizada em parceria pelas Comissões do Consumidor, do Turismo e do desporto.




FONTE: www.inclusive.org.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Agência busca PCD'S



A Egalitê busca Pessoas com deficiência para trabalharem na área administrativa de uma empresa multinacional.



Os selecionados serão contratados com carteira assinada e passarão por um curso, nos três primeiros meses, junto ao SENAI. De acordo com a agência a possibilidade de efetivação é grande. As vagas são para atuar em Porto Alegre/RS.



Interessados devem entrar em contato pelo fone: 30624500 ou por meio do site: www.egalite.com.br

terça-feira, 14 de junho de 2011




Como lidar com a criança especial

Os pais, geralmente, esperam ter filhos saudáveis, perfeitos e felizes. Quando esse projeto não se concretiza, a primeira ação é procurar superar a própria frustração e identificar quais as potencialidades e as possibilidades de essa criança se desenvolver, superar dificuldades e organizar a vida.
Proporcione diferentes experiencias e permita que ela explore os espaços e as oportunidades, respeitando a si mesma e aos outros, mas sempre buscando alcançar seus objetivos.
Ao serem perguntados pelo filho sobre suas limitações, os pais - respeitando sempre o nível de compreenção da criança- devem dar respostas de forma clara e franca, respondendo especificamente o que foi questionado. Devem também mostrar quantas outras coisas ele pode fazer e aprender, sendo feliz assim. É imprescindivel ajudá-lo a aprender a lidar com a frustração e as perdas, valorizando as pequenas e as grandes vitórias alcançadas no dia a dia.

FONTE: Olinda Saldanha, psicóloga, coordenadora do curso de Psicologia da Univates, em Lajeado.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

UBUNTU PARA VOCÊ!



A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...


UBUNTU PARA VOCÊ!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

mensagem do dia...



Café da manhã no McDonald's
Uma bela história e também uma história real(encaminhado por uma grande amiga).

Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia....
O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...
A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações...
Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's.
Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho...
Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo...
Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram...
Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto.
Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"...
Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação...
Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado...
O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação..
Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam...
Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)...
Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis...
Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha...
Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada....
Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis...
Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!"
Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!"
Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho... Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"....
Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito.....
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...
Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos.
Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu...
E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?"
Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto...
Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados...
Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária...
Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:
ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.




Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a:
AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS
E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS...

TESTE DO PEZINHO




Há dez anos que a triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho, é realizada gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa foi instituída pelo governo em 6 de junho de 2001, que por essa razão foi a data escolhida para o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Para celebrar essa data – e discutir a ampliação do teste – o Senado realizou na segunda-feira (6) uma audiência pública com especialistas e representantes do governo.

Durante a reunião, solicitada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o Ministério da Saúde anunciou que mais duas doenças poderão ser diagnosticadas por meio desse exame: a deficiência de biotinidase e a hiperplasia adrenal congênita.

Mas ainda não foi definido quando isso começa a valer.
Atualmente, o exame feito pelo SUS busca detectar nos recém-nascidos a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito. E, nos estados em que o Programa Nacional de Triagem Neonatal se encontra em estágio mais avançado, o teste também visa constatar se os bebês têm a doença falciforme ou a fibrose cística. Essas quatro doenças ainda não têm cura e o seu diagnóstico precoce permite que o tratamento seja iniciado logo que a criança nasce – o que pode evitar uma série de problemas e, inclusive, a morte.
- Não quero que as pessoas passem pelos mesmos sofrimentos que eu passei devido à falta de um diagnóstico precoce – disse a psicóloga Verônica Stasiak, de 24 anos, portadora de fibrose cística.
Verônica disse que, antes de ser diagnosticada, em outubro de 2009, ela passou por duas cirurgias no pulmão direito e uma cirurgia para retirada de vesícula, além de vários internamentos, sem que a doença fosse identificada. Ela ressalta que agora, com o diagnóstico correto, pode se submeter a um tratamento adequado.
Já Flávia Viotti Siqueira expôs o caso de sua filha, Gabriela, de 9 anos, que é portadora da deficiência da biotinidase. Como a doença foi diagnosticada logo no nascimento, Gabriela leva uma vida normal e faz um tratamento muito simples, que custa apenas R$ 10 por mês, em contraste com tratamentos que podem ser caríssimos, como é o caso da fibrose cística.
- Eu tive a sorte e a felicidade de poder realizar o teste na rede particular. É muito triste saber que crianças morrem por falta de diagnóstico – afirmou Flávia, lembrando que o exame pago não se restringe às quatro doenças definidas pelo SUS.


Expansão
Durante a audiência, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães Júnior, anunciou que o governo pretende incluir a deficiência de biotinidase e a hiperplasia adrenal congênita entre as doenças a serem diagnosticadas pelo teste do pezinho do SUS. Mas ele ressaltou que, “mais do que isso, o objetivo é garantir que a triagem neonatal, que já alcançou em todo o Brasil a fase 1 [na qual o teste busca detectar apenas a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito], chegue no país inteiro às fases 2 e fase 3 [nas quais também se busca diagnosticar a presença da doença falciforme ou da fibrose cística], que só foram atingidas em alguns estados”.
De acordo com o secretário, cerca de 29,7 milhões de crianças foram examinadas pelo teste do pezinho entre 2001 e 2010.
Apesar dos avanços, houve críticas à atuação governamental. Segundo o representante da Associação Brasiliense de Amparo ao Fibrocístico, Fernando Gomide, há descaso por parte de gestores estaduais de saúde, “sendo necessárias punições nesses casos”. Já a pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade Federal de São Paulo, apesar de reiterar que todos deveriam ter direito a testes neonatais para várias doenças, disse que “uma opção mais realista é planejar melhor a expansão dos exames feitos pelo governo e estudar os estados que estão mais avançados nessa área”.


Diagnósticos errados
Também se alertou, durante o debate, para o risco do “falso positivo” – no qual o teste do pezinho acaba indicando doenças inexistentes no recém-nascido. Segundo o professor Marcos José de Aguiar, vice-diretor do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Universidade Federal de Minas Gerais, isso é muito comum. O estado de Minas Gerais, avaliado como referência na execução do programa de triagem neonatal, foi elogiado por vários participantes da audiência.
Marcos José de Aguiar disse que, “quando o falso positivo aparece, os pais são afetados psicologicamente e fazem exames muito caros para confirmar o diagnóstico, não se tranquilizando mesmo após a doença ser descartada”. Por essa razão, ele afirma que “deve-se diagnosticar aquelas doenças que são muito bem conhecidas e que efetivamente possuem tratamento, isto é, aquelas com as quais sabemos lidar”. A deficiência de biotinidase, observou, seria um desses casos.
- A inclusão de mais doenças na triagem neonatal deve ser analisada caso a caso, para não se jogar dinheiro fora e atender, simplesmente, à indústria que produz equipamentos para esses exames – argumentou.
O professor observou que “existem outras doenças que não têm tratamento ou têm tratamento questionável, além de pacientes que, apesar de portadores de doenças, serão assintomáticos a vida inteira”.