quinta-feira, 30 de junho de 2016

História de hoje

Ele me fez especial


Por Diversidade na Rua, em 25 de junho de 2016


Me chamo Michel Oliveira tenho 42 anos, sou pai de duas filhas e um menino especial em todos os sentidos.
O Gabriel nasceu no dia 07/11/2007 por insistência. Através de um parto normal ele acabou broncoaspirando o líquido da bolsa que fez faltar oxigênio no cérebro causando paralisia cerebral.
Na época eu era supervisor geral em uma empresa de peças agrícolas.
Em 2009 eu o levei a um salão de cabeleireiro, porém o cabeleireiro se recusou a cortar seu cabelo, dizendo: “eu não corto cabelo de deficiente”.
Saí do salão bem chateado, passei em uma farmácia para comprar um remédio dele e vi uma máquina de cortar cabelos a venda. Comprei e eu mesmo cortei o cabelo dele.
Então em 2010, eu tomei a decisão de me especializar em cabeleireiro, abandonado meu emprego e abrindo meu próprio salão.
Hoje atendo a domicílio várias crianças especiais e cadeirantes, em vários bairros da minha região.
Temos um projeto esportivo para crianças especiais como corrida de rua, jiu jitsu, escalada, ciclismo, etc. Praticamos corridas de rua e já fomos até para São Silvestre em 2014. E entre os projetos, fabrico mobiliários em canos de PVC pra crianças especiais.
Atualmente sou divorciado e moro sozinho com meu filho, a mãe dele fica com ele nas folgas dela. Improvisei em meu salão uma sala, assim posso atender os clientes e cuidar dele.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Tecnologia para auxiliar cegos



Estudante da UFSM cria tecnologia para auxiliar cegos a servirem o tradicional chimarrão 

Criação busca facilitar a vida de deficientes visuais


Realizar algumas atividades simples, como servir um chimarrão, pode ser difícil e desafiador para pessoas com deficiências, sobretudo para quem sofre com dificuldades visuais. Pensando em facilitar a vida dessas pessoas, Ricardo Abelin Fleck, 30 anos, estudante de Desenho Industrial, com habilitação em projeto de produto, criou uma nova tecnologia.

 A criação é um objeto produzido em aço inox, que se adapta à garrafa térmica. Depois do encaixe, o deficiente visual alinha o bico da garrafa com o ponto de referência. E, seguida, ele encosta a cuia abaixo da saliência e serve o mate. Sob orientação do professor Sérgio Brondani, Ricardo elaborou e criou o projeto em dois semestres.

– Tecnologia assistiva é um arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas, promovendo vida independente e inclusão. Por isso, ele criou algo simples e viável para facilitar a vida dessas pessoas – explica o professor.

 O projeto contou com a participação de voluntários da Associação de Cegos e Deficientes Visuais de Santa Maria (ACDV). O grupo testou os protótipos até o aluno chegar na versão final.

– Antes, em uma roda de amigos, eu evitava servir o chimarrão em função do constrangimento da situação. Com a criação do Ricardo, as pessoas cegas ou até as que têm outras dificuldades para enxergar podem servir o chimarrão com mais segurança – explica o voluntário Cristian Sehnem, 40 anos, cego desde os 20 anos, por complicações do diabetes. 

Ainda sem fabricação

O estudante contou com o auxílio da família até chegar ao tema do projeto que também foi motivado pelo regionalismo.

– Meu pai sugeriu relacionar o trabalho a pessoas com necessidades. Como eu tenho uma irmã especial, abracei a ideia. Escolhi o grupo e valorizei o chimarrão como um hábito regional importante no convívio das pessoas que moram no Sul e, assim, fui desenvolvendo o projeto – explica o estudante.
Ricardo diz que não tem condições de arcar com a produção do objeto para comercialização. Mas ressalta que a obra é livre e aberta para que empresas possam aprimorá-lo e até fabricá-lo.
– O objetivo é beneficiar a sociedade e facilitar a vida das pessoas cegas – diz o aluno, que vai defender o trabalho de conclusão de curso hoje, na UFSM.


Inversão de papéis


Conheça famílias em que os filhos cuidam dos pais

Larissa ajuda Donato, que tem Alzheimer. Quatro irmãos se revezam no amparo a Leonor, que sofreu um AVC. Luiz Felipe acolheu Tabajara, que, com grave problema de memória, voltou a morar na casa da ex-mulher

  Conheça estas histórias de inversão de papéis.

http://zh.clicrbs.com.br/especiais-zh/inversao-de-papeis/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dica do cantinho do Rodrigo

 

Síndrome de Down está associada a problemas na tireoide

Você sabia que 1 em cada 4 crianças com síndrome de Down tem disfunção da tireoide? O hipotireoidismo é a mais frequente.
Toda criança com síndrome de Down deve ter acompanhamento regular do endocrinologista, pois as alterações hormonais da tireoide podem piorar o crescimento, desenvolvimento motor e intelectual se não tratadas apropriadamente.