sábado, 26 de dezembro de 2015

Dicas: festa de aniversário para crianças com autismo


Você poderá criar um quadro visual do dia da festa, com todos os acontecimentos. Por exemplo, você poderá usar imagens da criança tomando banho, colocando a roupa já escolhida, entrando no carro e chegando ao local da festa. Você poderá acrescentar que vocês encontrarão os amigos, tios, primos e avós, que comerão coisas gostosas e que abrirão os presentes (caso a festa em questão seja o aniversário da pessoa com autismo ou o Natal). Use fotos e desenhos que facilitem a compreensão dos episódios.
Sabemos que muitas pessoas com autismo têm diferentes padrões de sensibilidade sensorial, então, lembre-se destas sensibilidades e busque adaptar o máximo quanto possível o ambiente da festa. Tem algum alimento cujo odor ou textura incomoda a criança? Como serão os ruídos? Se for possível, deixe estabelecido um espaço ninho (ou seja, um cômodo na casa onde ocorrerá a festa) que poderá conter menos estímulos sensoriais e ser usado para que a criança descanse ou se acalme, se ela precisar. Você pode levar alguns objetos de conforto, como brinquedos ou quaisquer outras coisas de que a sua criança goste e alocá-los nesse espaço, para que ela tenha um ambiente alternativo ao da festa. A ideia não é que a pessoa com autismo deixe de participar da festividade, mas sabemos que a rotina dela estará alterada e o que o ambiente estará repleto de novos estímulos, então, queremos que ela se sinta segura e confortável sabendo que terá um espaço mais tranquilo, se precisar dele.
Caso a sua criança esteja fazendo uma dieta ou tenha restrições alimentares, uma ideia é preparar cuidadosamente os seus alimentos e tê-los à mão na hora da festa. Você poderá escolher as receitas que a sua criança mais gosta ou tentar preparar seus alimentos de forma que eles se pareçam com os quem serão servidos para o resto da família: todo mundo estará aproveitando a parte gastronômica das festividades e não queremos que a pessoa com autismo fique de fora!
Se você sabe que, mesmo preparando os alimentos de sua criança para que sejam muito similares em aparência e sabor em relação aos outros que serão oferecidos na festa, ela provavelmente tentará experimentar os alimentos que não pode ingerir, neste caso procure alimentar sua criança antes de ir à festa ou antes da hora da refeição da família. Alguns pais de crianças com autismo utilizam a alternativa de sediar as festividades de sua família de forma a ter mais controle em relação ao ambiente físico, ao número de pessoas convidadas e à própria comida que será servida.
Procure tornar as festividades uma experiência menos desafiadora para você e para sua criança. Ao invés de forçar a criança a usar uma roupa nova que ela não quer vestir, permita que ela escolha a roupa, mesmo que seja a mesma roupa que ela tem usado regularmente há meses! O conforto de sua criança é mais importante do que o que os outros vão pensar sobre a vestimenta dela na festa. Quanto mais confortável a criança estiver, mais calma ela poderá ficar para lidar com os desafios das festas e para participar da diversão.
Lembre-se de apreciar e comemorar comportamentos e iniciativas positivas de sua criança, adolescente e adulto! Não deixe que o foco esteja apenas em conter eventuais comportamentos inadequados e valorize os talentos e as habilidades que a pessoa com autismo demonstrar!
#ficadica#Festeje!
Fonte: Site Inspirados pelo Autismo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Culinária em Libras



Com o intuito de reunir surdos e ouvintes no mesmo canal, os idealizadores Débora e Felipe Dable lançaram o canal Chef Cenoura no Youtube. Mas este canal tem um tempero a mais: em todos os vídeos, Débora interpreta as receitas em língua de sinais, usada por surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais, enquanto Felipe comanda o fogão.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

8 informações que você precisa saber sobre educação inclusiva

Recentemente, a inclusão escolar de alunos com deficiência – que já era garantida por várias leis – foi contestada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino perante o Supremo Tribunal Federal. O que acontece é que a Lei Brasileira de Inclusão, aprovada este ano e que começa a valer em janeiro de 2016, estabelece que as escolas particulares não podem cobrar taxas extras das famílias dos alunos com deficiência como condição para que eles sejam aceitos e estudem nas escolas. A prática configura discriminação, punível com prisão de 1 a 4 anos, além de pagamento de multa, de acordo com a Lei de Inclusão.
Entenda melhor essa questão com algumas informações que todo mundo precisa saber sobre educação inclusiva:

APROVAÇÃO DA LEI Nº 13.146/15
Lei que foi construída de forma amplamente democrática. Tramitou por longos 15 anos, ficou por 6 meses no site “e-democracia” do Congresso e recebeu mais de mil propostas populares de alterações (o site criou recursos de tecnologia assistiva para que pessoas com deficiência visual também pudessem contribuir). Trata-se do primeiro Projeto de Lei da Câmara dos Deputados traduzido/interpretado para Libras (Língua Brasileira de Sinais) e foi aprovada por unanimidade em ambas as Casas Legislativas atendendo aos valores universais de Dignidade da Pessoa Humana, bem como dispositivos da Magna Carta de 1988. Houve ampla participação de segmentos sociais, assim como por seus respectivos representantes.

A AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (ADI 5.357): INÍCIO
No princípio de agosto de 2015, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5.357) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) visando à inconstitucionalidade do §1º do Art. 28 da Lei 13.146/15 (Lei Brasileira de Inclusão-Estatuto da Pessoa com Deficiência). Em sua petição inicial, os autores defendem que as escolas privadas devem ter o direito de escolher quem pode ou não estudar em suas instituições filiadas.
A ação proposta pela Confenen para excluir alunos com deficiência gerou ampla mobilização da sociedade contra o que pretendem. Nesse sentido, ingressaram como “Amigos da Corte” (amicus curiae) na ADI 5.357 para defender a constitucionalidade do art. 28: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (AMPID), a Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DP-SP), a Federação Nacional das APAES (FENAPES), a Federação Brasileira as Associações de Síndrome de Down (FBASD), a Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (ABRAÇA). Existem ainda outros importantes grupos dispostos para o ingresso, como o Instituto Brasileiro de Direito das Famílias (IBDFAM), o Instituto Alana (de São Paulo) e o Movimento Down.
O Ministro Relator Edson Fachin já decidiu, liminarmente, manter a constitucionalidade do Art. 28. Portanto, a partir de janeiro, as escolas privadas devem estar preparadas para atender às exigências legais dispostas no mesmo. A Confenen agravou da decisão. De qualquer forma, o plenário ainda julgará. A tendência, pela composição da Corte, pelo disposto na Constituição e pela mobilização nacional em prol da constitucionalidade (reparem que não há sequer uma instituição como amiga da corte ao lado da Confenen) é que o Plenário apenas confirme a decisão liminar do Ministro Relator.

DIREITO À EDUCAÇÃO PARA TODOS
O pleito contraria diversos dispositivos constitucionais (Artigos 01º, 05º, 06º, 205, 206, 208, 209, 214 e 227), infraconstitucionais (múltiplos normas contidas nas Leis nº 7.852/89, nº 8.069/90, nº 8078/90, nº 9.394/99 e nº 12.764/12; nos Decretos nº 2.398/99 e nº 8.368/14, dentre muitos outros), Resoluções, Pareceres e Notas Técnicas do MEC (destaque para a NT  nº 20/2015/MEC/SECADI/DPEE, Resolução nº 04/2009, Parecer nº 171/2015/CONJUR-MEC/CGU/AGU, entre tantos outros), Tratados Internacionais (diversos, dentre os quais a Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência – Convenção da Guatemala – Decreto nº 3.955/01) e, também, o art. 24 do Decreto 6.949/09 que, cabe destacar, possui status de emenda constitucional (promulgou a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, aprovada nos termos do §3º, Art. 5º da Magna Carta da República).
Além disso, afeta diretamente cerca de 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país e suas famílias, segundo Censo 2010/IBGE (25% da população brasileira).

ADAPTAÇÕES DAS ESCOLAS: DETERMINAÇÃO LEGAL
As escolas deverão, a partir de janeiro:
– Garantir um sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;
– O aprimoramento dos sistemas educacionais, visando garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena;
– Construir um projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia;
– Promover a adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem em instituições de ensino;
– Promover o planejamento de estudos de caso, de elaboração de plano de atendimento educacional especializado, de organização de recursos e serviços de acessibilidade e de disponibilização e usabilidade pedagógica de recursos de tecnologia assistiva;
– Estimular a participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade escolar;
– Viabilizar a oferta de ensino de Libras, do Sistema Braille e do uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;
– Garantir acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar, garantir a oferta de profissionais de apoio escolar;

ADAPTAÇÕES DAS ESCOLAS: A DESCONSTRUÇÃO DO MITO DE IMPOSSIBILIDADE E CUSTO
As determinações legais não são impossíveis ou excessivas. Ao contrário, podem ser atendidas a partir do conhecimento necessário e conexo às práticas da educação inclusiva. Por exemplo, a existência de uma sala de recursos multifuncionais é um pressuposto básico. A escola que não a possui, deverá estruturar-se ou terá custos muito mais elevados e dificuldade em atender às exigências. A sala pode ter um custo muito baixo e ainda servir de oportunidade para que a escola promova valores de inclusão e diversidade com a participação da comunidade escolar na estruturação da mesma. Essas iniciativas reduzem custos e promovem cidadania.
Existem diversos materiais disponíveis gratuitamente para orientação de como se deve montar uma sala de recursos multifuncionais. Lembrando que a estruturação é assunto sério e deve ser coordenado por alguém que entenda do tema, sob pena de graves prejuízos para escola, inclusive, responsabilizações de caráter civil, administrativo e até criminal.

A QUESTÃO DA MEDIAÇÃO
A mediação escolar percebida e garantida no “Profissional de Apoio Escolar” pela Lei nº 13.146/15 é um dos temas centrais e estratégicos na conformação às exigências legais. A oferta do profissional é RESPONSABILIDADE DA ESCOLA e a família não pode ser obrigada a arcar com taxas extras, sob pena de responsabilização cível e criminal da escola.
Há grande desconhecimento acerca do profissional. Por exemplo, não há uma receita pré-determinada orientando que seja um por aluno ou que esse profissional possa atender a mais alunos numa classe. Inclusive, um por aluno pode gerar retrocesso, pois se tornariam “babás” e não permitiram a independência e autonomia do aluno. Por outro lado, existem casos em que se faz necessário uma atenção mais específica e a necessidade pode determinar políticas específicas.

CONTRATOS
Qualquer contrato que preveja negativa de matrícula resulta em responsabilidade criminal na forma da Lei nº 7853/89 que foi alterada pela Lei nº 13.146/15, com pena de dois a cinco anos e multa para escola. Além disso, o contrato que prevê cobranças extras específicas da família que matricule o aluno com deficiência, o não atendimento às necessidades específicas do aluno, a impossibilidade de adequação curricular ou qualquer outra medida em prejuízo do aluno é inconstitucional e resulta em responsabilidade administrativa e cível (indenizatória), podendo ser tipificada como conduta criminosa dependendo do caso e da desídia.

AUTORIZAÇÃO E CUSTOS
Ao optar pela atividade de empresa “escola”, o empreendedor assume o risco da atividade como em qualquer outro negócio. E essa atividade de empresa tem caráter acentuado no cumprimento de função social, portanto, submetidas de forma ainda mais inequívoca às normas de caráter público e que, porventura, incluam ações afirmativas e responsabilidade social. Sendo assim, enquanto autorizações do MEC, as escolas privadas devem se submeter às mesmas condições de regramento das normas nacionais de educação. Devem obedecer ao disposto na Lei nº 13.146/15 (que, inclusive, cita as escolas privadas especificamente no parágrafo 1º).
Educação é base de formação e convívio da diversidade. Vai muito além de planilhas de custos, projeções de margem e lucro. Além disso, a educação inclusiva é totalmente viável financeiramente, basta a informação adequada.

Fonte: Movimento Down

Pessoas com síndrome de Down podem doar sangue?



Uma questão que gera muitas dúvidas atualmente é sobre a doação de sangue de pessoas com síndrome de Down. Afinal, elas podem ou não doar? Existe algum procedimento especial que deva ser realizado? Há restrições legais?
Para início de conversa, devemos afirmar que, sim, as pessoas com síndrome de Down podem doar sangue como qualquer outra pessoa. A trissomia não afeta a capacidade da pessoa de doar sangue, assim como a anemia ou o medo de agulhas afetam, por exemplo.
No entanto, as pessoas com síndrome de Down podem apresentar alterações genéticas em suas células sanguíneas durante determinados períodos da vida. Elas geralmente são curadas rapidamente e pelo próprio sistema imunológico do indivíduo. Dentre essas alterações, encontram-se a policitemia (aumento no número de glóbulos vermelhos), macrocitose (aumento do tamanho dos glóbulos vermelhos), trombocitose (número excessivo de plaquetas) e a leucopenia (diminuição do número de leucócitos) É importante ressaltar que essas alterações podem ocorrer com qualquer pessoa e não necessariamente ocorrerão com as pessoas com síndrome de Down, apesar da frequência ser maior.
Algumas dicas para as doações, especialmente com crianças, devem ser observadas. Primeiramente, deixe que a criança veja você ter o seu sangue retirado quando for doar e conte a experiência para ela. Mostre-lhe que você está bem, apesar da picada da agulha. Ler histórias em mídias sociais pode ajudar também. Histórias assim são guias passo a passo que ilustram a experiência e familiarizam a criança com cada etapa do processo. Além disso, você pode dar à criança um objeto pelo qual ela tenha afeição e, dessa forma, distraí-la no processo. É importantíssimo também que ela beba muita água antes da doação. Um passo primordial é, também, a honestidade: a criança deve entender que a doação pode provocar dor, mas que essa dor vai passar.
Por fim, não existem restrições legais para que a doação seja feita. A única situação em que pode haver uma ressalva é quando a pessoa está interditada judicialmente. Se esse não for o caso, não há mais impedimentos. A doação é feita, vidas são ajudadas e as pessoas com síndrome de Down dão mais um passo rumo à inclusão social.

Por: Luiz Fernando Costa
Fonte: Movimento Down

FORMATURA DO RODRIGO



Como os pássaros, 
as pessoas são diferentes em seus voos,
 mas iguais no direito de voar...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

E chegou o Grande Dia... a Formatura do Rodrigo!



Parabéns pela sua formatura amado da mamãe Mauce!

Agora é tempo de sonhar e começar uma nova fase de aprendizado.
Você é uma inspiração para muitas pessoas...contagiando com sua alegria por onde passa.

Aproveito neste dia duplamente especial (hoje é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência) para parabenizar a escola da Tia Daisy. Por terem acreditado na inclusão nestes seis anos que se passaram ...pelas palavras que escutamos ao chegarmos lá para conhecer a escola - " Não sabemos nada sobre Síndrome de Down, mas vamos aprender e construir juntos" - isso é INCLUSÃO...ter BOA VONTADE DE APRENDER JUNTOS....isso é acolhimento...e foi aí que decidimos - "É aqui que ele vai estudar".

Sou eternamente grata por esses anos de dedicação de vocês com meu filho...quer dizer...nosso filho porque ele também é de vocês depois disso tudo.

Eternamente grata a toda equipe da escola (inclusive a muitas profis que já se foram) pela paciência e dedicação....por chorarem junto comigo, por comemorarem cada pequena conquista dele (que para ele era enorme) como a retirada da fraldinha, conseguir sentar sozinho, comer sozinho, as medicações, hospitalizações, a primeira margem (ahhh...essa primeira margem foi muito comemorada né Profi Lidi ?), as conquistas das cordas na Capoeira (obrigada Professor Babú por apresentar a ele a Capú que ele tanto ama).

Grata também a todos os coleguinhas que participaram da vida do Rô (como eles o chamam)...pelo cuidado, amizade e parceria destes pequenos, assim como de muitos pais deles que varias vezes chegavam e primeiro iam dar aquele aperto no meu alemão...obrigada a estes pais que junto com a escola estão educando seus filhotes para que eles respeitem as diferenças ....então é isso...que bom que o Rodrigo teve este período da Pré escola de uma forma positiva.

Abraços e até à noite para grande festa!!