terça-feira, 16 de abril de 2013

A Fonoaudiologia e a inclusão escolar

Olá amigos do Blog!

Iniciamos a semana falando sobre a Inclusão Escolar.
Abaixo segue texto da nossa Fonoaudióloga Léia Gurgel, esclarecendo da importância do trabalho em conjunto, neste caso, a família, a escola e o profissional de fonoaudiologia.
Aproveito para agradecer a equipe da Escola Infantil Tia Daisy por ter recebido com muito carinho nossa “tia Léia” nessa semana, objetivando com isso que o Rodrigo possa valer-se do ambiente escolar da melhor forma possível.

Aproveitem o texto e qualquer dúvida, segue o contato da Dra. Léia: leiagg@yahoo.com.br

Abraços e até a próxima,
Marilce Giglio


A Fonoaudiologia e a inclusão escolar

Oi gente! Hoje vim falar hoje sobre a atuação do fonoaudiólogo no processo de inclusão escolar! Esse processo objetiva tornar a educação possível a todos. No entanto, sabemos que ainda são necessárias muitas mudanças na organização educacional para que se alcancem os objetivos estabelecidos. Apesar das dificuldades ainda presentes no processo de inclusão no Brasil, o fonoaudiólogo tem papel essencial, orientando os pais e a escola. O princípio da atuação do fonoaudiólogo é a construção, em parceria com a escola, de práticas significativas de ensino e aprendizagem, de modo que o aluno venha de fato a aprender os conteúdos propostos e aproveitar o espaço escolar da melhor forma possível.

Antes de optar pela inclusão escolar, a dúvida principal geralmente está relacionada ao momento certo para se iniciar o processo de inclusão da criança na rede regular de ensino. Para isso, cada família vai se organizar de maneiras diferentes, conforme as suas possibilidades e as características da criança, e o fonoaudiólogo auxiliará nesse processo de seleção, escolha e conhecimento sobre a escola que irá melhor receber a criança. É necessário que sejam realizadas visitas prévias para conhecer a escola e também conversas com os responsáveis a fim de saber se, de fato, a escola proporcionará ao aluno de inclusão ferramentas para que ele possa se desenvolver com o grupo.

As atividades realizadas na escola e na clínica devem ser organizadas de modo que avancem de maneira ordenada e numa sequencia coerente de aprendizagem, a fim de que o trabalho de um profissional coopere com o do outro. O diálogo entre o fonoaudiólogo e a escola é fundamental para que o desenvolvimento da criança se dê da melhor forma possível. Esse processo de diálogo com a escola envolve os alunos incluídos, seus colegas, os profissionais clínicos e os da escola. Por fim, ressalto que ter consciência sobre as pessoas e valorizá-las é a chave para alcançar um processo de inclusão de sucesso e proveitoso para os alunos, a escola e a sociedade.

Fga. Léia Gonçalves Gurgel

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Equoterapia e a Paralisia Cerebral

Olá amigos do Blog,

Vamos falar hoje sobre a Paralisia Cerebral, também conhecida como encefalopatia crônica não progressiva. Refere-se a várias condições de saúde não completamente curáveis que atingem uma ou mais regiões cerebrais e, por extensão, os movimentos corporais e o complexo muscular, desencadeadas pela carência de oxigênio das células do cérebro.
É fundamental para o bem-estar do paciente que se descarte qualquer preconceito em relação ao seu desempenho cognitivo, pois sabe-se hoje que ele tem um desenvolvimento intelectual dentro dos parâmetros da normalidade, a menos que os campos cerebrais atingidos sejam aqueles aos quais se atribuem as funções do pensamento e da memória.

A terapêutica é sempre interdisciplinar, pois para sua maior eficiência devem unir-se os esforços de médicos, psicólogos e fisioterapeutas.

 
Sendo assim, trazemos hoje mais uma matéria da Fisioterapeuta Jerusa Wolmann.

Abraços e até a próxima.
Marilce Giglio



Equoterapia e a Paralisia Cerebral

A Equoterapia é um método terapêutico, que utiliza o cavalo na reabilitação de pacientes com paralisia cerebral para adequar o tônus muscular, melhorar a postura, e melhorar a realização do automatismo de controle postural e de movimento. Esta terapia possibilita movimentos rítmicos, precisos e tridimensionais com cavalos equiparando-os à ação da pelve humana no ato de andar, permitindo que o paciente da Equoterapia receba a todo instante estímulos sensoriais, sendo facilitadas pelo contato direto do movimento do cavalo com seu corpo.

A Equoterapia no tratamento a pacientes com disfunção motora ou Paralisia Cerebral (PC), pode contribuir imensamente levando-se em conta que a lesão em si não é progressiva, na interação mediada pelo terapeuta, a criança e o cavalo.
Nesta lógica, dentre outros benefícios que Equoterapia proporciona, estão: melhora relacional, psicomotora, sua natureza técnica na aprendizagem e a sociabilidade. Assim, esta melhora psicomotora, está vinculada aos aspectos do tônus, da mobilidade das articulações da coluna e do quadril, do equilíbrio e da postura do tronco ereto, da obtenção da lateralidade, da percepção, esquema corporal, da coordenação e dissociação de movimentos, da precisão de gestos e integração do gesto para compreensão de uma ordem recebida ou por imitação, com a qual, Medeiros e Dias (2002) afirmam que a postura do paciente é melhorada através reações equilibradas devido à função motora dos movimentos atribuídos pelo estímulo que o cavalo propicia, ajustando os membros superiores, cintura escapular dando estabilidade, frequência e alinhamento, uma sincronia na função e execução dos movimentos definidos.

A equoterapia é um estimulador do processo de melhoria motriz, firmeza do tronco e tônus muscular dos pacientes. Proporciona muitas conquistas para as pessoas com Paralisia Cerebral, considerando que é um processo gradativo e holístico, haja vista que o paciente se relaciona com todos os agentes envolvidos, terapeuta, cavalo, sessões e ambientes. Os desafios são constantes e coletivos.

A regularidade de consultas e sessões terapêuticas pode manter as funções orgânicas da pessoas com PC, tanto relativos à prevenção quanto a manutenção segura assistida.


Fisioterapeuta Jerusa S Wolmann
Telefone: 51- 85750496

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Adolescente com Síndrome de Down estabelece recorde no Everest



Jovem de 15 anos dos EUA foi o primeiro a alcançar o Campo Base Sul.
Ele chegou ao campo de 5.364 metros de altura após 10 dias de escalada.

Um americano de 15 anos se tornou o primeiro adolescente com síndrome de Down a alcançar o Campo Base Sul do Everest, de acordo com seu pai, em uma tentativa de inspirar atitudes diferentes a respeito de seu distúrbio genético.
Eli Reimer, do Oregon, chegou ao campo de 5.364 metros de altura nas montanhas do Himalaia, no Nepal, em março, após 10 dias de escalada.
"Uma parte do objetivo da expedição era ter pelo menos um montanhista com deficiência conosco e, com sua tentativa, destacar as capacidades dos 'des'-capacitados", declarou o pai do jovem, Justin, integrante da expedição. A escalada também foi um projeto para arrecadar fundos para a Fundação Elisha, fundada pelos pais de Eli.

Eli seria o primeiro adolescente a chegar ao Campo Base, mas um britânico de 35 anos com síndrome de Down já havia feito a mesma viagem.
A síndrome de Down, um distúrbio genético pelo qual a pessoa tem um cromossomo adicional, pode provocar problemas cognitivos, mas os últimos progressos da medicina, educação e inclusão social têm permitido que muitos possam viver de modo independente ao chegar à idade adulta.

"Agora (Eli) é uma espécie de superestrela no colégio", afirmou o pai.
"Gostei da vida no campo base e de estar com meus novos amigos da equipe de alpinismo", disse Eli.